Procuro nas mãos vazias algo que me faça lembrar de minha real existência, de algo que me traga real alegria, - ou ao menos os restos dela - restos de seus momentos, MEUS momentos. Agora, as mãos se perdem e não conseguem mais criar raízes sobre a terra, criando-as no ar, livres no espírito e acorrentadas às doses diárias de veneno injetadas a sangue frio.
Procuro no resto de que sinto ser liberdade e viajo por entre nossos planetas, apaixonando-me pelos seus cabelos e vou espiralando sua alma como um dente-de-leão: sem rumo - mas consciente de seu destino. Vejo não mais com os olhos o que realmente reluz, e, em algum momento de lucidez, a verdade carrega-me a esperança em seus braços - cansada, triste, porém renovada, sob efeito de catarse.
Procuro esquecer-me do porre de cada dia com outro porre, - desta vez lúdico - tornando-me mais uma entre tantas outras viciadas pelo prestígio, pelo esquecimento.
Procuro. Há apenas espera?
Talvez seja esta a resposta: espera. Talvez.
Segunda-feira, Fevereiro 16, 2009
Procuro
Culpa da
Calu
às
23:31
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2 comentários:
Tristes dos que procuram dentro de si respostas porque lá só há espera.
talvez.
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